Sintomas da Conjuntivite: quais são e como tratá-los?

É só ver alguém com os olhos avermelhados e inchados que muita gente já se afasta dizendo “ih, é conjuntivite!”. Mas nunca é recomendado fazer esse tipo de diagnóstico com “achismos”. Os sintomas dessa doença são diversos e podem se manifestar de diferentes formas. Por isso, é essencial que um médico examine caso a caso.

No entanto, é importante atentar para os sinais a fim de procurar um profissional o mais rápido possível. Hoje vamos esclarecer o que é a conjuntivite, seus sintomas e como evitar o contágio. Confira!

Afinal, o que é a conjuntivite?

A conjuntivite é uma doença caracterizada pela inflamação da membrana transparente que recobre o globo ocular e a parte interna da pálpebra – conhecida como conjuntiva. A disfunção é causada por agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus.

O tempo seco, como é o caso de Brasília, e a chegada do verão, favorece o aparecimento da conjuntivite, uma vez que esse clima contribui para o surgimento de alergias e de olho seco. Tal ambiente proporciona ainda a proliferação de vírus e bactérias.

Em relação à doença, existem dois tipos: a viral, altamente contagiosa; e a bacteriana, que pode ocorrer após um ferimento nos olhos. Há ainda um tipo mais raro, causado por fungos que, sem tratamento, pode até levar à cegueira.

Em geral, a conjuntivite compromete os dois olhos, mas não necessariamente ao mesmo tempo. Além disso, a maioria não deixa sequelas. Entretanto, se não for tratada, ela pode comprometer a função visual.

Sintomas

Os sintomas da conjuntivite variam de acordo com o tipo da doença, mas alguns são comuns a todos:

  • Hiperemia (vermelhidão) de um ou ambos os olhos
  • Secreção
  • Inchaço nas pálpebras
  • Intolerância à luz
  • Visão embaçada ou borrada.

Nos casos bacterianos, a secreção é espessa, amarelada ou esverdeada e abundante. Se tratada adequadamente, demora de 5 a 7 dias para sumir. Já no caso viral, o corrimento é mais esbranquiçado, em pequena quantidade e, com tratamento adequado, demora aproximadamente de 15 a 20 dias para desaparecer.  

Diagnóstico e tratamento

Ao perceber os primeiros sintomas, agende uma consulta com um oftalmologista! No consultório, será analisada a história clínica do paciente, quais os sintomas apresentados, e o médico realizará a biomicroscopia, uma avaliação feita com lâmpada de fenda, pois é necessário coletar material ocular para estudo laboratorial.

Alternativas que não foram indicadas por um médico, como o uso de colírios, podem diminuir as defesas do organismo e deixar os olhos ainda mais propícios à proliferação dos vírus. Por isso, não faça nada sem orientação de um oftalmologista.

Para evitar a propagação da conjuntivite viral é ideal:

  • Lavar as mãos com frequência e evitar colocá-las nos olhos para não proporcionar a recontaminação;
  • Tentar não coçar os olhos para diminuir a irritação da área;
  • Evitar a exposição à agentes irritantes, como fumaça, e/ou alérgenos, como o pólen, que podem causar a conjuntivite.

Também é importante não usar lentes de contato enquanto estiver com a doença; não compartilhar lençóis, toalhas, travesseiros e outros objetos de uso pessoal de quem está com conjuntivite; e evitar piscinas.

No caso da conjuntivite bacteriana, além dos cuidados já citados, e após o diagnóstico médico, deverão ser utilizados colírios e antibióticos. É importante ressaltar que as mãos devem ser limpas antes e depois do uso de colírios ou pomadas e que os fracos não devem ter contato com os olhos.

Proteja-se!

Algumas medidas podem ajudar a diminuir o risco de adquirir uma conjuntivite. Entre elas estão: não usar maquiagem de outras pessoas e não emprestar a sua; evitar compartilhar toalhas de rosto; lavar as mãos com frequência e não colocá-la nos olhos.

Quem trabalha com produtos químicos também deve ficar atento à transmissão e sempre usar óculos de proteção.

Para finalizar, é bom reforçar: não use medicamentos, como pomadas ou colírios, sem prescrição médica ou indicados por terceiros!

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