Ceratocone: tire suas dúvidas sobre este problema nos olhos

ceratocone

O ceratocone é uma doença degenerativa que deforma a estrutura da córnea, um tecido fino e transparente que cobre os nossos olhos. Esse tecido é empurrado para fora, formando um alto relevo no olho semelhante ao formato de um cone.

Com isso a visão é altamente prejudicada, já que a córnea é a responsável por barrar o excesso de luz que entra nos nossos olhos e o “formato em cone” dificulta a formação de imagens nítidas na visão.

Para saber mais sobre essa doença e seus riscos para a saúde ocular, acompanhe este artigo e tire suas dúvidas!

Principais dúvidas sobre Ceratocone

O ceratocone tem caráter genético, manifestando-se geralmente na fase da puberdade ou até os 25 anos. Como via de regra, a doença evolui lentamente, mas também pode estabilizar com o tempo.

Além disso, o ceratocone também pode estar relacionado a problemas mais comuns de vista, como astigmatismo e miopia, mas em graus mais elevados.

Ceratocone pode causar cegueira?

Isso depende do quão avançada está a doença. Se identificado em uma fase inicial, por exemplo, é muito difícil que o ceratocone evolua para um quadro de cegueira, com o tratamento e a orientação adequados. Mas, em um estágio mais avançado, é possível que a doença afete a visão ao ponto do paciente ser considerado cego.

A boa notícia é que a cegueira, nesse caso, é reversível.

Quais os fatores de risco?

As causas exatas do ceratocone ainda são desconhecidas. Porém, alguns fatores de risco já são apontados, como a presença de um caso da doença na família e o ato frequente de coçar ou esfregar os olhos.

Quais os sintomas?

Os sintomas variam de acordo com o estágio da doença, mas os principais são:

  • Visão embaçada, para longe e para perto;
  • Perda progressiva da visão e aumento frequente do grau de óculos ou lentes de contato;
  • Alta sensibilidade à luz e ao brilho;
  • Visão duplicada;
  • Maiores dificuldades para enxergar à noite e manter os olhos abertos;
  • Dor ou incômodo nos olhos, como ardência, vermelhidão;
  • Manchas brancas na região da córnea.

Caso se identifique com algum desses sintomas, procure um oftalmologista imediatamente para obter um diagnóstico correto. Mas atenção: também existem casos de pacientes com ceratocone subclínico, isto é, sem sintomas. Por isso, a criteriosa avaliação com o médico oftalmologista deve conter além da consulta, a realização de exames complementares.

Quais as opções de tratamento?

O tratamento também vai depender do estágio em que se encontra a doença. Geralmente, quando detectada na fase inicial, a devida orientação do paciente e o uso de óculos de grau é suficiente para recuperar a qualidade da visão. Se estiver mais avançada, pode ser necessário o uso de lentes de contato para compensar a deformação da córnea.

Uma outra opção é o Crosslinking Corneano, um procedimento simples que é considerado a “cirurgia química da córnea”. Consiste em pingar colírio de Riboflavina na superfície da córnea e a utilização de um aparelho que emite Luz Ultra-Violeta Controlada para que ocorra fortalecimento das moléculas de colágeno corneano e assim evitar que a doença continue progredindo. A vantagem é que o procedimento é rápido, com anestesia local, e que não é necessário internação.

Em quadros intermediários, também pode ser recomendado o implante dos Anéis Intra-estromais (conhecidos como Anéis de Ferrara). São micro dispositivos que são inseridos na córnea para regular a sua estrutura e, assim, recuperar a visão do paciente.

Já em casos mais graves, ou quando outras formas de tratamento não levaram aos resultados esperados, a última opção é o transplante de córnea. As taxas de rejeição do material do doador são baixas. Com a introdução do CossLinking Corneano e a modernização dos implantes de anéis intra-estromais, são cada vez mais raros os casos que necessitam do transplante de córnea.

Quais os impactos da doença no dia a dia e no trabalho?

Pacientes com ceratocone geralmente têm dificuldades para realizar tarefas simples no dia a dia, como assistir TV ou ler um texto, especialmente à noite. Além disso, também costumam evitar sair durante o dia, por conta da luz solar, e sofrer com uma coceira excessiva nos olhos, o que pode causar dificuldades de concentração.

O importante, nesses casos, é sempre conversar com o médico para prever formas de lidar melhor com a doença no dia a dia.

Se você quiser saber mais sobre o Ceratocone, seus graus, causas, como é feito o diagnóstico e prevenção, continue a leitura com o EBook Ceratocone: Um Guia Completo sobre a Doença.

Lembre-se: informação é a melhor forma de prevenção. Caso precise de uma avaliação médica, agende uma consulta clicando aqui.   

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O ceratocone é uma doença degenerativa que deforma a estrutura da córnea, um tecido fino e transparente que cobre os nossos olhos. Esse tecido é empurrado para fora, formando um alto relevo no olho semelhante ao formato de um cone.

Com isso a visão é altamente prejudicada, já que a córnea é a responsável por barrar o excesso de luz que entra nos nossos olhos e o “formato em cone” dificulta a formação de imagens nítidas na visão.

Para saber mais sobre essa doença e seus riscos para a saúde ocular, acompanhe este artigo e tire suas dúvidas!

Principais dúvidas sobre Ceratocone

O ceratocone tem caráter genético, manifestando-se geralmente na fase da puberdade ou até os 25 anos. Como via de regra, a doença evolui lentamente, mas também pode estabilizar com o tempo.

Além disso, o ceratocone também pode estar relacionado a problemas mais comuns de vista, como astigmatismo e miopia, mas em graus mais elevados.

Ceratocone pode causar cegueira?

Isso depende do quão avançada está a doença. Se identificado em uma fase inicial, por exemplo, é muito difícil que o ceratocone evolua para um quadro de cegueira, com o tratamento e a orientação adequados. Mas, em um estágio mais avançado, é possível que a doença afete a visão ao ponto do paciente ser considerado cego.

A boa notícia é que a cegueira, nesse caso, é reversível.

Quais os fatores de risco?

As causas exatas do ceratocone ainda são desconhecidas. Porém, alguns fatores de risco já são apontados, como a presença de um caso da doença na família e o ato frequente de coçar ou esfregar os olhos.

Quais os sintomas?

Os sintomas variam de acordo com o estágio da doença, mas os principais são:

  • Visão embaçada, para longe e para perto;

  • Perda progressiva da visão e aumento frequente do grau de óculos ou lentes de contato;

  • Alta sensibilidade à luz e ao brilho;

  • Visão duplicada;

  • Maiores dificuldades para enxergar à noite e manter os olhos abertos;

  • Dor ou incômodo nos olhos, como ardência, vermelhidão;

  • Manchas brancas na região da córnea.

Caso se identifique com algum desses sintomas, procure um oftalmologista imediatamente para obter um diagnóstico correto. Mas atenção: também existem casos de pacientes com ceratocone subclínico, isto é, sem sintomas. Por isso, a criteriosa avaliação com o médico oftalmologista deve conter além da consulta, a realização de exames complementares.

Quais as opções de tratamento?

O tratamento também vai depender do estágio em que se encontra a doença. Geralmente, quando detectada na fase inicial, a devida orientação do paciente e o uso de óculos de grau é suficiente para recuperar a qualidade da visão. Se estiver mais avançada, pode ser necessário o uso de lentes de contato para compensar a deformação da córnea.

Uma outra opção é o Crosslinking Corneano, um procedimento simples que é considerado a “cirurgia química da córnea”. Consiste em pingar colírio de Riboflavina na superfície da córnea e a utilização de um aparelho que emite Luz Ultra-Violeta Controlada para que ocorra fortalecimento das moléculas de colágeno corneano e assim evitar que a doença continue progredindo. A vantagem é que o procedimento é rápido, com anestesia local, e que não é necessário internação.

Em quadros intermediários, também pode ser recomendado o implante dos Anéis Intra-estromais (conhecidos como Anéis de Ferrara). São micro dispositivos que são inseridos na córnea para regular a sua estrutura e, assim, recuperar a visão do paciente.

Já em casos mais graves, ou quando outras formas de tratamento não levaram aos resultados esperados, a última opção é o transplante de córnea. As taxas de rejeição do material do doador são baixas. Com a introdução do CossLinking Corneano e a modernização dos implantes de anéis intra-estromais, são cada vez mais raros os casos que necessitam do transplante de córnea.

Quais os impactos da doença no dia a dia e no trabalho?

Pacientes com ceratocone geralmente têm dificuldades para realizar tarefas simples no dia a dia, como assistir TV ou ler um texto, especialmente à noite. Além disso, também costumam evitar sair durante o dia, por conta da luz solar, e sofrer com uma coceira excessiva nos olhos, o que pode causar dificuldades de concentração.

O importante, nesses casos, é sempre conversar com o médico para prever formas de lidar melhor com a doença no dia a dia.

Se você quiser saber mais sobre o Ceratocone, seus graus, causas, como é feito o diagnóstico e prevenção, continue a leitura com o E-Book Ceratocone: Um Guia Completo sobre a Doença.

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