Visão periférica: o que pode causar a perda

Você já teve a sensação de ver algo se movendo em sua direção apenas pelo canto de olho? Saiba, então, que você estava usando sua visão periférica para ter essa percepção.

A visão periférica é uma parte essencial do nosso sistema visual, e nos permite detectar movimentos e formas fora do foco central. A perda dessa habilidade traz sérias consequências e impacta negativamente a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades diárias. 

Neste artigo, você vai descobrir os sintomas e as possíveis causas da perda da visão periférica, além de entender como é feito o diagnóstico e o tratamento dessa condição.

Acompanhe!

Entendendo a visão periférica

A visão periférica é uma parte essencial de nosso campo visual que permite ver objetos e movimentos que não estão diretamente focados pelo olhar, ou seja, nos possibilita perceber o ambiente ao redor sem a necessidade de mover os olhos ou a cabeça.

Apesar de não oferecer riqueza de detalhes, a visão periférica é responsável pela detecção de luz e movimento em áreas fora do centro do campo visual, sendo de extrema importância para inúmeras atividades cotidianas, como dirigir, caminhar e praticar esportes.

Sem uma boa visão periférica, simples atividades como as mencionadas acima podem se tornar perigosas, pois a capacidade de detectar perigos, se orientar no espaço e reagir rapidamente seria comprometida.

Diferença entre visão central e periférica

Muitas pessoas não sabem, mas a visão humana é composta de visão central e visão periférica. Elas servem a propósitos diferentes e também são processadas de maneiras distintas pelo cérebro. 

A visão central é mediada pela fóvea, uma parte do olho localizada na retina que permite alta acuidade visual e percepção de detalhes. É através dessa porção que podemos realizar tarefas como ler, reconhecer rostos e realizar qualquer outra atividade que exija foco preciso.

Por outro lado, a visão periférica é menos detalhada, mas muito sensível à luz e aos movimentos. Essa característica torna possível detectar deslocamentos e mudanças no ambiente que podem representar ameaças, como um carro se aproximando pela lateral ou uma pessoa se movendo na periferia do campo visual.

Causas comuns da perda da visão periférica

Perder ou sentir uma diminuição acentuada da visão periférica é, em muitos casos, o primeiro sinal de alguma condição mais grave que pode estar afetando os olhos. 

As causas mais comuns desse sintoma são:

Glaucoma

O glaucoma é uma doença visual caracterizada pelo aumento da pressão intraocular, que danifica as fibras nervosas da retina e do nervo óptico e leva a perda gradual da visão periférica, sendo este um dos primeiros sinais da doença. Sem o tratamento adequado, o glaucoma pode levar à perda total da visão.

Retinose pigmentar

A retinose pigmentar é uma doença genética que causa degeneração progressiva das células da retina, especialmente os fotorreceptores, responsáveis por detectar a luz e converter essa informação em sinais para o cérebro.

Os principais sintomas da retinose pigmentar incluem dificuldade em ver à noite, visão lateral prejudicada e perda do campo visual periférico. À medida que a doença progride, pode ocorrer o comprometimento da visão central e o paciente só consegue ver um recorte das cenas ao seu redor. Sem tratamento, há o risco de cegueira completa.

Lesões oculares

Algumas lesões oculares, como traumas, podem resultar em perda de visão periférica, especialmente se houver danos na retina, nervo óptico ou outras estruturas oculares. Isso acontece porque certos ferimentos podem causar hemorragias ou cicatrizes que interferem na capacidade do olho de detectar luz e movimento de forma adequada.

Doenças neurológicas

Doenças que afetam o sistema nervoso central, como esclerose múltipla, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e tumores cerebrais, também podem resultar em perda de visão periférica, já que as vias ópticas que transmitem informações visuais do olho ao cérebro são danificadas.

Por exemplo, um AVC que afeta as áreas do cérebro responsáveis pelo processamento visual pode causar hemianopsia, uma condição em que metade do campo visual é perdida.

Descolamento de retina

O descolamento de retina é uma emergência médica que ocorre quando a retina se separa da superfície interna do globo ocular. Os sintomas da doença incluem flashes de luz, sombras no campo visual ou perda súbita da visão periférica. Se não tratado imediatamente, o descolamento da retina pode levar à perda total da visão.

Sintomas e diagnóstico

Os sintomas iniciais da perda de visão periférica costumam ser sutis e de difícil detecção, já que os prejuízos na vista ocorrem de forma gradual.

Por isso, é importante estar atento a certos sinais, como: 

  • Dificuldade em detectar objetos ou movimento nas laterais.
  • Tropeços frequentes em objetos que não estão diretamente no campo de visão.
  • Necessidade de virar a cabeça para ver claramente ao redor.
  • Visão em túnel, onde apenas a visão central permanece clara.

Identificar esses sintomas precocemente é essencial para iniciar o tratamento adequado e evitar assim a progressão da perda de visão.

Já o diagnóstico da perda de visão periférica é feito por meio de diversos exames que são solicitados pelo oftalmologista. Entre eles, estão:

  • Campimetria Visual: Avalia a extensão do campo visual e é capaz de detectar áreas de perda de visão periférica.
  • Tomografia de Coerência Óptica (OCT): Examina as camadas da retina e do nervo óptico para identificar danos.
  • Tonômetria: Mede a pressão intraocular e é o principal exame para diagnóstico de glaucoma.
  • Retinografia: Emite fotografias em alta resolução do fundo do olho A fim de detectar alterações estruturais.
  • Angiofluoresceinografia: Avalia as condições dos vasos sanguíneos da retina e coroide.

Tratamentos e prevenção

Como dissemos anteriormente, a perda da visão periférica costuma ser um sinal de alguma outra condição mais grave. Dessa forma, tratar o problema compreende agir contra a causa principal.

No caso do glaucoma, que não tem cura, o tratamento visa reduzir a pressão dentro do olho por meio de colírios, remédios e controle de doenças que aumentam seu risco, como diabetes e hipertensão.

Já para a retinose pigmentar, que também não tem cura, o uso de suplementos vitamínicos e a ingestão de alimentos ricos em vitamina A e DHA podem ajudar a retardar sua progressão.

Outras causas comuns da perda de visão periférica, como lesões oculares, doenças neurológicas e descolamento de retina, normalmente exigem intervenção cirúrgica para reparar os danos e evitar que essa perda se torne permanente.

Importância dos exames preventivos

A melhor maneira de evitar prejuízos à visão periférica é através da prevenção. Para isso, é muito importante realizar consultas regulares com um oftalmologista a fim de monitorar a saúde ocular, assim como realizar os exames preventivos solicitados pelo profissional, que são capazes de identificar problemas antes que causem danos significativos à visão.

É recomendado que adultos façam um exame oftalmológico completo a cada um a dois anos, especialmente se houver histórico familiar de doenças oculares. Já pacientes com condições pré-existentes, como diabetes ou hipertensão, geralmente necessitam de consultas mais frequentes.

É importante reforçar que a detecção precoce de doenças oculares permite intervenções que podem retardar ou prevenir a progressão da perda visual. 

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