Óculos Para Hipermetropia: tire aqui todas as suas dúvidas

A hipermetropia é um distúrbio de visão que provoca dificuldade para enxergar de perto. Juntamente com o astigmatismo e a miopia, é uma das doenças refrativas mais comuns, afetando mais de 65 milhões de brasileiros, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Apesar de impactarem a vida de tantas pessoas, a boa notícia é que, na grande maioria dos casos, a hipermetropia (e os outros problemas refrativos) pode ser tratada com as modernas cirurgias a laser disponíveis hoje.

No entanto, em alguns casos, os óculos podem ser uma opção para o paciente, daí inúmeras dúvidas podem surgir.

Neste artigo falaremos sobre o uso e a escolha de óculos para hipermetropia, além dos outros possíveis tratamentos.

Quando usar óculos para hipermetropia?

Em geral os óculos são indicados para pacientes que apresentam um baixíssimo grau de hipermetropia (+/- 1 grau), já que, nesses casos, a chamada “capacidade de acomodação” da visão é suficiente para compensar essa pequena alteração. 

A capacidade de acomodação é um fenômeno que faz com que os olhos e o cérebro consigam compensar uma pequena alteração refrativa, permitindo que a pessoa enxergue com relativa nitidez. 

No entanto, esse esforço extra vai se tornando cada vez mais cansativo, e essa capacidade de acomodação vai diminuindo com o passar do tempo. Além disso, sem a devida correção do problema, a pessoa pode vir a apresentar sintomas como dores de cabeça, cansaço visual, lacrimejamento, entre outros.

De acordo com o grau, a hipermetropia pode ser definida como:

  • Baixa: +0,025 até +3 graus.
  • Mediana/moderada: +3,25 até +6 graus.
  • Avançada: +6 graus. 

Quanto mais alto o grau, mais borradas serão as imagens, quando vistas mais de perto.

No entanto, um equívoco comum em relação à hipermetropia é de que essa alteração afeta apenas a visão de perto. Pacientes que apresentam acima de 3 graus de alteração podem ter dificuldade para enxergar de longe também.

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O grau da hipermetropia aumenta se não usar óculos?

A hipermetropia é uma condição refrativa essencialmente genética, que surge em pessoas que têm um globo ocular mais curto, além de alterações no cristalino. Isso faz com que a imagem acabe se formando além da retina, causando o problema de nitidez.

Por ser uma tendência genética, o uso ou não de óculos não vai interferir no curso natural da hipermetropia. Essa evolução vai estar ligada apenas às alterações anatômicas de cada paciente.

O papel dos óculos é apenas o de compensar esse erro refrativo, ajudando a posicionar as imagens corretamente na retina, e não de corrigir o defeito anatômico que provoca a hipermetropia.  

No entanto, não usar óculos (e não corrigir com cirurgia) pode gerar no paciente uma série de desconfortos, como tontura, dores de cabeça, cansaço visual, episódios de vômito, entre outros.

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Lentes de óculos para hipermetropia: quais são os tipos?

Para pacientes com hipermetropia, ou seja, com dificuldade para enxergar de perto, as mais indicadas costumam ser as chamadas lentes convergentes, definidas de acordo com o grau de cada paciente.

No entanto, muitos pacientes com mais idade – geralmente a partir dos 40 anos – costumam desenvolver também a chamada presbiopia, que é uma condição que dificulta enxergar de longe.

Nesses casos, esses pacientes vão precisar fazer uso das lentes multifocais, que são aquelas que compensam ambos os problemas refrativos: a hipermetropia e a presbiopia.

Confira abaixo algumas tecnologias de lentes disponíveis atualmente: 

Lentes CR-39

São as opções clássicas, feitas de acrílico. Possuem um nível de refração baixo (em torno de 1.5). São recomendadas para níveis mais baixos de hipermetropia e geralmente não oferecem proteção UV ou tratamento antirreflexo

Lentes de policarbonato

Além de apresentarem níveis maiores de refração (1.58 até 1.59), as lentes de policarbonato são mais resistentes. Em geral são recomendadas para até 4 graus de hipermetropia e podem já vir com proteção UV e tratamento antirreflexo e antirrisco

Lentes 1.67

São lentes feitas de resina e nomeadas pelo seu nível de refração mais alto, 1.67. Esse tipo de lente é indicado para casos acima de 4 graus e abaixo de 6 (hipermetropia moderada). 

Lentes 1.74

São indicadas para casos de hipermetropia mais avançada (acima de 6 graus). Possuem um altíssimo nível de refração e composição de resina. 

Lentes 1.76

Também fabricadas em resina, as lentes 1.76 são leves, finas e resistentes. Além disso, se destacam pelo seu design asférico, que se distingue de todos os outros. Podem ser utilizadas no tratamento da hipermetropia mais avançada. 

Lentes de cristal

Também conhecidas como lentes de vidro ou como lentes Highlight. Apresentam os maiores índices de refração do mercado. (1.7 a 1.9). 

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Além dos óculos para hipermetropia: quais opções eu tenho?

Como você viu neste artigo, a grande maioria dos pacientes vai precisar usar óculos para hipermetropia a fim de contornar o problema e ter mais qualidade de vida.

No entanto, além dessa não ser uma solução para o problema, também não costuma ser muito prática, já que o paciente estará sempre nesse põe e tira de óculos o dia todo, a depender de cada situação. Além disso, para a prática de esportes e outras situações sociais, os óculos geralmente não são muito bem-vindos.

Felizmente, a oftalmologista hoje já dispõe de tecnologia para corrigir cirurgicamente a hipermetropia ou mesmo as alterações múltiplas, como presbiopia associada. Ainda que, em alguns casos, a correção possa não ser de 100%, o resultado obtido já será suficiente para deixar os pacientes independentes do uso de lentes corretivas.

As cirurgias refrativas a laser são procedimentos extremamente modernos, eficientes, seguros e confortáveis, sendo capazes de corrigir praticamente todos os tipos de alterações refrativas.

As condições para indicação cirúrgica em geral são:

  • Pacientes que já alcançaram estabilidade do seu grau de refração, geralmente ao final da adolescência.
  • Ter entre 1 e 6 graus de hipermetropia.

A Viva Oftalmo é referência nacional no tratamento das alterações refrativas, incluindo a hipermetropia. Seja qual for a indicação para o seu caso, na Viva você contará sempre com os profissionais mais preparados e com os recursos mais modernos. 

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